quinta-feira, 2 de maio de 2013

ILUSTRAÇÃO BOTÂNICA BRASILEIRA É PREMIADA NA AUSTRÁLIA








Dois brasileiros figuram na galeria de ganhadores do Prêmio Margaret Flockton de Ilustração Cientifica Botânica-2013, oferecido pela Fundação Amigos do Royal Botanic Garden de Sydney, Austrália. Rogério Lupo conquistou o primeiro lugar, com uma ilustração de Vellozia sp., enquanto Klei Sousa, com uma Cattleya forbesii (ilustração acima), foi distinguido com Menção Honrosa.
Concorreram ao Prêmio ilustradores da Austrália, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, México, Nova Zelândia, Países Baixos, Reino Unido e Tailândia. Este ano, foi comemorado o 10º aniversário do Prêmio Margaret Flockton. Na cerimônia em que se anunciaram os ganhadores, também foi aberta exposição de ilustrações, seguindo-se uma visita guiada ao Royal Botanic Garden.
Margaret Lilian Flockton (1861-1953) foi uma grande ilustradora australiana, tendo produzido pelo menos duas obras clássicas – “The Forest Flora of New South Wales (cerca de 300 pranchas) e “A Critical Revision of the Genus Eucalyptus” (88 pranchas).
A ilustração botânica, verdadeira arte, objetiva apresentar, em uma folha de papel, com harmonia, todas as informações que dizem respeito a determinada planta, distribuindo sobre a prancha tudo o que seja importante para identificar a espécie. Para outorga do Prêmio Margaret Flockton, os juízes levam em conta cinco critérios: 1) interpretação precisa das características da planta; 2) mérito técnico; 3) mérito artístico; 4) composição; e 5) reprodutibilidade.
Rogério Lupo, de Valinhos (SP), é biólogo ilustrador. Diz ele: “ilustrar é uma ciência e estudar a vida é uma arte”.
 Veja seu blog: http://rogeriolupo.blogspot.com.br
Klei Sousa, de Ribeirão Pires (SP), tem especial interesse pelas orquídeas. Sua C. fobesii premiada, assim como outros trabalhos igualmente primorosos, podem ser vistos em: http://kleiarte.blogspot.com.br
Fonte:orquidofilos.com

terça-feira, 23 de abril de 2013

CATTLEYA WALKERIANA


                                        Cattleya walkeriana Estrela da Colina x Feitiço de Goiás
                                         [Foto: Amigos orquidófilos, por Flavio Sena/Flickr]


Uma orquídea nativa do Cerrado está dando o que falar no mercado especializado. A Cattleya Walkeriana é comum no Centro-Oeste e virou preferência entre os orquidófilos de todo o mundo.
A popularidade e preferência da planta é tamanha, que o preço no mercado varia de R$ 30 a R$ 30 mil, segundo o produtor do Distrito Federal André Marques. “Ela é a orquídea do momento para coleção pessoal e também é a mais cultivada. Com certeza, a produção vai aumentar ainda mais”, prevê André.
Para o presidente da Sociedade Orquidófila de Brasília (SOB), Cristóvam Mota, a Cattleya vive um “boom” por ser de fácil cultivo e apresentar boas características. “Ela é cobiçada por ter bom perfume, formato e tamanho atrativos e por ser uma planta compacta”, explica. O nome um tanto esquisito é derivado de Walker, o assistente do taxonomista Gardner, que a descobriu em 1839. 
Exposição
Essa e outras 80 espécies de orquídeas estiveram expostas no Jardim Botânico, durante a 2ª Exposição de Orquídeas Comemorativa ao Aniversário de Brasília. A mostra ocorreu neste domingo (21/4), de 9h às 17h. Mais de 90 flores de 25 expositores do DF e do Entorno puderam ser vistas no evento. Destacam-se a micro-orquídea Stelis e a espécie exótica Dendrobium Spectabilis, originária da Malásia e que apresenta formato inusitado e aguenta maior exposição ao sol.
Dendrobium spectabilis [Foto: John Pittman/Flickr]

Além da mostra, haverá palestra sobre o cultivo das plantas no sábado e no domingo, às 15h, com a orquidófila e engenheira agrônoma Leah Andreoli. Também está prevista palestra sobre pragas e doenças no domingo, às 10h, com André Marques. Quem participar poderá concorrer ao sorteio de quatro orquídeas.

Os entusiastas das orquídeas ainda poderão comprá-las na feira que ocorre em espaço aberto e conta com dez vendedores do DF, São Paulo e Goiás. O preço das plantas varia de R$ 10 a R$ 1,5 mil. É cobrada uma taxa de R$ 2 para entrar no Jardim Botânico.

Dicas para cuidar de orquídeas*
- Assim que caírem as flores, deve-se cortar a haste floral
- A adubação deve ser feita a cada 15 dias ou uma vez por mês
- A irrigação, em geral, é feita um dia sim, e outro não. Para não errar na dose de água, coloque o necessário para deixar a terra um pouco úmida
- Não é necessário colocar pratinho embaixo da planta
- Vasos com furos nas laterais e cachepôs são ideais para as orquídeas
*Informações de Leah Andreoli, orquidófila engenheira agrônoma
Fonte: Correio Brasiliense - Título original: Orquídea da moda, nativa do cerrado, pode custar até R$ 30 mil - Edição: Bosco Carvalho




domingo, 14 de abril de 2013

EM PORTO ALEGRE, as vencedoras

 A C. labiata caerulea de João Antonio Bernardes foi a grande vencedora.



No Mercado Público da capital gaúcha, uma festa para os olhos.
O Círculo Gaúcho de Orquidófilos (CGO) apresenta as plantas premiadas na exposição que se realiza, no Mercado Público de Porto Alegre, até sábado, dia 13. O personagem principal da festa é a Cattleya labiata, orquídea originária do Nordeste e que se encontra em pleno período de floração. Uma labiata caerulea apresentada pelo associado João Antonio Bernardes foi a grande vencedora, repetindo resultado que já havia obtido, anteriormente, na exposição de Novo Hamburgo. A planta foi considerada a melhor em sua categoria, recebendo também o prêmio de Melhor Planta da mostra.
Segue-se relação completa das orquídeas premiadas:
CATTLEYA LABIATA
Melhor tipo
  1. Miguel Leite
  2. Orquidário Linhares
  3. Eduardo Masiero
Melhor alba
  1. Tito Schneider
  2. Miguel Leite
Melhor semialba
  1. Oscar Heinen
  2. Miguel Leite
  3. Orquidário Linhares
Melhor caerulea
  1. João Antonio Bernardes (MELHOR PLANTA DA EXPOSIÇÃO)
  2. Carlos Chiaradia
  3. Mauro Hirt
Melhor concolor
(Sem plantas)
Melhor rubra
  • Carlos Chiaradia
Melhor suave
  1. Orquidário Olímpia
  2. Orquidário Linhares
  3. Orquidário Linhares
Melhor multiforme
  • Orquidário Linhares
Melhores peroladas e flâmeas
  1. Orquidário Olímpia
  2. Orquidário Olímpia
Melhor roxo-bispo
  1. Tito Schneider
  2. Antonio dos Santos Nunes
OUTRAS CATEGORIAS
Melhor Cattleya nacional (exceto C.labiata)
  1. Cattleya bicolor – Julio Pilla
  2. Cattleya dormaniana semialba – Orquidário Olímpia
  3. Cattleya guttata caerulea – Orquidário Linhares
Melhor Cattleya estrangeira
  • Cattleya trianae Pink Gem – Orquidário Linhares
Melhor Laelia espécie
  1. Laelia perrini semialba – Orquidário Olímpia
  2. Laelia pumila tipo – Volney Kich, ASSONP
  3. Laelia perrini tipo – Eduardo Masiero
Melhor Dendrobium
  • Dendrobium bifalce – Floratech
Melhor espécie da aliança Oncidium
  1. Nohamwilliamsia orthostates – Olimpia
  2. Brasilidium forbesii – Sergio Batsow
  3. Campaccia venusta – Airton Laux
Melhor híbrido da aliança Oncidium
  1. Oncidium ‘Bailarina mulata’ – Volney Kich
  2. Oncidium Aloha Iwanaga trilabelo – Avani
  3. Oncidium híbrido – Avani
Melhor Phalaenopsis
  • Orquidário Avani
Melhor Paphiopedilum
(Sem plantas)
Melhor Vandácea
  1. Ascocenda – Hermes Maia
  2. Ascocenda – Hermes Maia
  3. Vanda – Margarete Laux, S.S. do Caí
Melhor Cymbidium
  • Híbrido – Lauri Schwantes – ASSONP
Melhor microorquídea
  1. Acianthera strupifolia – Orquidário Olímpia
  2. Acianthera sonderana – Luiz Filipe Varella
  3. Ornithophora radicans – Sergio Batsow
Melhor orquídea de interesse botânico
  1. Angraecum infumndible – Orquidário Olímpia
  2. Paphinia herrata – Orquidário Olímpia
  3. Bulbophyllum equinolabium – Orquidário Olímpia
Melhor orquídea terrestre
  1. Habenaria pleiophylla – Luiz Filipe Varella
  2. Malaxis parthonii – Luiz Filipe Varella
  3. Spathoglottis lobby – Olimpia
Melhor Cattleya híbrida
  1. Cattleya violacea x L. pumila – Volney Kich, ASSONP
  2. Cattleya Chocotone Gold x C. batemaniana – Nilvia Passoni, Canoas
MULTIFLORA
  1. Cattleya aurantiaca x L.anceps – Nestor Reinheimer, ASSONP
  2. Cattleya bowringiana caerulea – Floratech
STANDARD
  1. Lc. Ecstasy Orchidglade – Miguel Leite
  2. Lc. Mikki Nagata – Tito Schneider
  3. Cattleya Red Maid – Emilio Almeida
Melhor cultivo
  • Bulbophyllum Louis Sander – Eduardo Masiero
Destaques especiais
  1. Cattleya Pastoral rosa – Romeu Cardoso
  2. Epidendrum sp. – Orquidário Rincão
  3. Aeridovanda – Floratech
Melhor conjunto floral
  • Cattleya labiata – Mauro Hi
(Fotos de Luiz Filipe Varela – Fonte: http://www.orquideas-cgo.com.br)

sexta-feira, 29 de março de 2013

MICRO ORQUÍDEAS CULTIVADAS EM BONSAI




Duas espécies de Pleurothallis, uma Acianthera sonderiana (e uma suposta Octomeria) sendo cultivadas em tronco de pré-bonsai de Serissa.




Maxillaria (possivelmente M. cogniauxiana) em pedra. Na fase inicial, foi usado pequena quantidade de sfagno para prender as orquídeas às cavidades entre o tronco e a pedra. Note-se o musgo, sugerindo umidade. 


segunda-feira, 11 de março de 2013

Orquídea PSYCHOPSIS PAPILIO



Psychopsis é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por Rafinesque em Flora Telluriana 4: 40, em 1838. A espécie tipo do gênero é a Psychopsis papilio (Lindley) H.G.Jones, que Rafinesque redescreveu de forma supérflua como Psychopsis picta, uma vez que John Lindley já a havia descrito anteriormente como Oncidium papilio. O nome deste gênero refere-se à semelhança de suas flores com borboletas.
Psychopsis, junto com Psychopsiella, formavam a seção Glanduligera de Oncidium. Em 1838 Rafinesque propôs o gênero Psychopsis para abrigar o Oncidium papilio que acabara de ser descrito por Lindley, mas esse gênero não foi inteiramente aceito. Em 1903 Kuntze reduziu-o a uma seção de ´´Oncidium]], e sua utilização permaneceu restrita por muitos anos. Em 1982, Lückel e Braem propuseram não só que se revalidasse o antigo gênero de Rafinesque como também a criação de um novo gênero para abrigar o pequeno Oncidium limminghei, Psychopsiella.
Seguindo a tendência recente de se revisar toda a taxonomia dos seres vivos segundo critérios filogenéticos a comprovação dessas espécies como gênero à parte de Oncidium é confirmada, situando-se em um dos primeiros grupos a derivarem de Oncidium, formado pelos dois gêneros e ainda por Trichopilia. No entanto se propõe a subordinação de Psychopsiella a Psychopsis, o que para muitos parece desnecessário. Por enquanto aqui mantemos estes gêneros em separado.


Trata-se de gênero com quatro ou cinco robustas espécies epífitas, de crescimento cespitoso, que existem do sul da América Central ao norte da floresta Amazônica.
Quanto às espécies encontradas no Brasil, as informações que existem são vagas. Seguramente, pelo menos uma das espécies existe. Por muitos anos se disse que haveria Psychopsis papilio na Amazônia, entretanto não há qualquer referência de coleta comprovada. É possível que esta informação tenha sido ocasionada por alguma confusão inicial na identificação da espécie encontrada. Recentemente Joacy de Freitas Luz, no boletim Orquídeas, apresenta fotos de local de coleta de Psychopsis sanderae próximo de Pacaraima, em Roraima. Por outro lado, conferindo as fotos apresentadas em seu livro verifi-se que na realidade trata-se da espécie Psychopsis versteegiana, muito parecida com a outra. Como provavelmente trata-se da foto da planta encontrada, possivelmente a ocorrência no Brasil deveria ser alterada para esta espécie e não Psychopsis sanderae. É provável que outras existam no Brasil. Por hora mantemos apenas a referência de Psychopsis versteegiana.

A semelhança entre Psychopsis e Psychopsiella é bastante clara, ambos apresentam folhas de verde escuro maculadas de castanho, em ambos a inflorescência é longa com apenas uma flor, eventualmente duas ou mais em sequência, de formatos e cores parecidos, entretanto Psychopsiella é em tudo muito menor. Dentre outras diferenças, os pseudobulbos são pequenos e cordiformes, e não ovalados e grandes; e suas flores apresentam sépalas e pétalas curtas largas e todas semelhantes, muito diferentes de Psychopsis onde são extremamente longas e estreitas, mas com as sépalas dorsais largas e franjadas.
Adicionalmente, Psychopsis caracteriza-se por apresentar rizoma reptante curto, com robustos pseudobulbos unifoliados, agregados, como já mencionamos, de formato ovalado, lateralmente comprimidos, levemente enrugados quando velhos. As folhas são coriáceas, elípticas, alongadas espessas porém flexíveis belamente maculadas de verde escuro e castanho. A inflorescência nasce da base dos pseudobulbos, é longa, ereta ou arqueada, com brácteas espaçadas, como em Phalaenopsis permanecendo ativa durante diversos anos, florescendo sempre na extremidade, mais de uma vez por ano. Comporta apenas uma flor por vez, mas diversas em sequência.
As flores são bastante grandes, com sépala dorsal e pétalas semelhantes, muito longas e estreitas, eretas quase como se fossem antenas, de base muito atenuada, levemente alargadas e ovaladas no terço final, amareladas maculadas de castanho alaranjado, as sépalas laterais muito mais largas que a dorsal, falcadas e com margens onduladas ou intensamente franjadas, muito coloridas, de amarelo pintalgado ou maculado de castanho avermelhado. O labelo é trilobado, com margens bastante franjadas, os lobos laterais oblongo-arredondados, e o mediano contraído em istmo, o calo, bastante complexo, situa-se entre os lobos laterais. A coluna apresenta antenas laterais, grandes asas laceradas ou não, e antera terminal com duas polínias obovadas.
Fonte: wikipédia



terça-feira, 5 de março de 2013


Orquídeas Incomuns: GÊNERO MASDEVALLIA 

O nome é uma homenagem ao médico e botânico espanhol José Masdeval, que teve seu nome latinizado para Iosephus Masdevallius. Masdeval viveu no século XVIII, na corte de Carlos III. Este gênero compreende mais de quinhentas espécies epífitas, ocorrendo no Brasil, Peru, Equador, Colômbia, Costa Rica e Venezuela. A maioria das espécies vive acima de 0 a 2.000 metros de altitude e poucas se adaptam a climas quentes. Deste gênero foram desmembrados: Dracula, Dryadella, e Trisetella.

Produção: divisão.
Tipo: híbrido.
Cultivo: fácil desde que em local fresco e úmido.
Floração: qualquer época, frequente.
Duração das flores: uma semana.
Tamanho quando adulta: até 30cm.
Tamanho da flor: 7 cm.
Quantidade de flores: 1 por haste, diversas em sucessão.


Nome: Masdevallia Angel Tang.
Híbrido entre: Masdevallia veitchiana x Masdevallia tonduzii.
Trata-se do cruzamento de uma espécie do Peru, Masdevallia veitchiana, planta de grandes flores alaranjadas ou vermelhas que existe a grandes altitudes, com a Masdevallia tonduzii, espécie de baixa altitude, de grandes flores brancas, internamente pubescentes, com longas caudas sinuosas esverdeadas, hoje classificada como Reichantha tonduzii, originária da Costa Rica e Panamá. O cruzamento entre duas plantas de habitat tão diferente conferiu grande resistência a este vistoso híbrido, indicado para quem pretende iniciar o cultivo de Masdevallias.


Nome: Masdevallia Angel Glow.
Híbrido entre: Masdevallia Angel Frost x Masdevallia Marguerite.
Autor do registro: não está registrada na Royal Horticultural Society.
Trata-se de híbrido já moderadamente complexo, resultante do cruzamento de três espécies. De seus pais a Masdevallia Angel Frost é o cruzamento de uma espécie do Peru, Masdevallia veitchiana, planta de grandes flores alaranjadas ou vermelhas que existe a grandes altitudes, com a Masdevallia strobelii, miniatura de vistosas flores amarelas e brancas; e a Masdevallia Marguerite resulta do cruzamento da Masdevallia infracta, hoje Alaticaulia infracta, espécie pequena de cores muito variadas, miniatura muito resistente e de baixas altitudes, muito comum em toda América do sul, com a já citada Masdevallia veitchiana. Estes cruzamentos conferiram grande resistência a este vistoso híbrido, indicado para quem pretende iniciar o cultivo de Masdevallias.



sexta-feira, 1 de março de 2013

Microorquídeas - ORNITHOPHORA RADICANS




É considerada uma microorquídea delicada e vigorosa, formando com facilidades grandes touceiras. Possui pseudobulbos finos e levemente enrugados, com duas folhas laterais que surgem bem finas e estreitas, de 15 cm de comprimento de cor verde-clara. Em suas hastes florais apresentam minúsculas flores de 0,5 cm de diâmetro, com pétalas e sépalas verde-claras. Possui labelo circular, bem pequeno de cor branca e mancha marrom na sua base e coluna. Floresce na primavera.

São plantas de rizoma mais ou menos alongado, bastante radicífero, com raízes aéreas; pseudobulbos  espaçados, bifoliados, ovóides, lateralmente comprimidos, guarnecidos por diversas baínhas foliares imbricadas, as internas bem maiores que as externas, porém todas menores que as folhas. Estas são herbáceas, lineares, bastante estreitas, delgadas, com aparência de gramínea. 

A inflorescência brota das baínhas dos pseudobulbos, é ereta, racemosa, com uma dezena de pequeninas flores espaçadas.
As flores têm as sépalas e pétalas de verde pálido um pouco translúcido, bem abertas, até reflexas, de tamanho e formato parecidos, algo espatuladas. O labelo, tem longo unguiculo sobre o qual existe um calo arredondado, amarelo em duas camadas, que se prolonga em dentículos brancos menos aparentes presentes no disco, este também branco, algo reflexo, com estranho formato como se pode ver nas fotos. A coluna é longa, destacando-se muito, tanto pela cor vinosa, como por estar em posição perpendicular ao resto dos segmentos, mais espessa na base, delgada na seção mediana, alargando-se em duas pequenas aurículas sobre a cavidade estigmática. antera grande apical.





Trata-se de gênero monotípico natural da Mata Atlântica do sudeste e sul do Brasil, cuja única espécie é epífita, de crescimento escandente.
Originalmente descrita em 1864 por Reichenbach como Sigmatostalix radicans foi posteriormente movida para o gênero Ornithophora, criado por João Barbosa Rodrigues em 1882.

Características distintivas: é facilmente reconhecida tanto pela planta, que lembra uma touceirinha de capim, como pelas flores.